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3. Não ao pessimismo estéril

3.1.   Os males do nosso mundo – e os da Igreja – não deveriam servir como desculpa para reduzir a nossa entrega e o nosso ardor. Vejamo-los como desafios para crescer. 3.2.   Uma das tentações mais sérias que sufoca o fervor e a ousadia é a sensação de derrota que nos transforma em pessimistas lamurientos e de­sencantados com cara de vinagre. 3.3.   Em alguns lugares, se produ­ziu uma «desertificação» espiritual, fruto do pro­jeto de sociedades que querem construir sem Deus ou que destroem as suas raízes cristãs.

2. Não à apatia egoísta

2.1 .   Alguns temem que alguém os convide a realizar alguma tarefa apostólica e procuram fugir de qualquer compromisso que lhes possa roubar o tempo livre. 2.2 .   O problema  não está sempre no excesso de atividades, mas, sobretudo, nas atividades mal vividas, sem as motivações adequadas,  sem uma espiritualidade que impregne a ação e a torne desejável. Daí que as obrigações cansem mais do que é razoável, e às vezes façam adoecer. 2.3.    Desenvolve-se a psicologia do túmulo, que pouco a pouco transforma os cristãos em múmias de museu. Desiludidos com a realidade, com a Igreja ou consigo mesmos, vivem cons­tantemente tentados a apegar-se a uma tristeza melosa, sem esperança, que se apodera do cora­ção como «o mais precioso elixir do demônio». Chamados para iluminar e comunicar vida, aca­bam por se deixar cativar por coisas que só ge­ram escuridão e cansaço interior e corroem o di­namismo apostólico.

1. Sim ao desafio de uma espiritualidade missionária

1.1.   É possível notar em muitos agentes evangelizadores – não obstante rezem –  uma acentuação do  individualismo , uma  crise de identidade  e um  declínio do fervor . São três males que se alimentam entre si. 1.2.   A cultura mediática e alguns ambientes in­telectuais transmitem, às vezes,  uma acentuada desconfiança quanto à mensagem da Igreja e certo desencanto. 1.3.   Desenvolve-se um relativismo ainda mais perigoso que o doutrinal. Este relativismo prático é agir como se Deus não existisse, decidir como se os pobres não existis­sem, sonhar como se os outros não existissem,  trabalhar como se aqueles que não receberam o anúncio não existissem.

SAIR EM MISSÃO

Como vimos, a Missão essencial, fundamental da Igreja é evangelizar. No entanto, há muitos católicos não evangelizados que não fizeram a experiência pessoal com Jesus Cristo, tem fraca identidade cristã e pouca pertença eclesial (DAp, 226). È urgente  ir ao encontro daqueles que se afastaram  da comunidade ou dos que a  concebem apenas como uma referência para serviços religiosos . Assim, enquanto nos preparamos, revigorando o nosso encontro com Jesus, capacitando-nos para irmos ao encontro de todos,  precisamos ir implementando algumas práticas  que poderão ajudar a nos aproximar mais dos nossos irmãos afastados, acolhendo melhor aqueles que nos procuram

Jovens e Movimentos

  JOVENS Abertura para incentivar a presença e a atuação dos jovens cristãos. A juventude mora no coração da Igreja (CNBB Doc 85, 1). Encontrar  formas adequadas para anunciar o Amor de Jesus Cristo a   todos os jovens . Opção efetiva e afetiva pelos jovens. Garantir  espaços adequados para eles  nas paróquias, com  atividades, metodologias e linguagens próprias   (221-224).  MOVIMENTOS

NOVA FORMAÇÃO

Tudo deve está em sintonia com o processo de Conversão e Renovação da Paróquia e da Pastoral. Todos os agentes deverão buscar essa sintonia, essa sincronização, em termos teológicos, essa comunhão. Portanto, a prática catequética, a liturgia, a descentralização e setorizaçao não acontecerão se não contarmos com uma formação e espiritualidade que despertem, motive e alimente o processo de conversão pessoal e pastoral. A Conversão da Paróquia exige um

CARIDADE

As comunidades da Paróquia precisam acolher a todos, em especial os moralmente perdidos e os socialmente excluídos, “para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Eles deverão encontrar aconchego e espaço de vida entre aqueles que seguem Jesus Cristo. Jesus continua a convidar; “Vinde a mim todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso” (Mt 11,28). O amor ao próximo, radicado no amor de Deus, é um  dever  de toda  comunidade   e de todas as  pastorais.  A caridade cristã é, em primeiro lugar, RESPOSTA  A UMA NECESSIDADE IMEDIATA: os famintos devem ser saciados, os nus vestidos, os doentes tratados para se curarem, os presos visitados, etc. O cuidado com o necessitado impele a comunidade à defesa da vida desde a sua concepção até seu fim natural. Sem deixar de